Na terça-feira (28 de outubro de 2025), uma megaoperação policial foi deflagrada no Complexo da Penha e no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, com o objetivo de combater a expansão da facção Comando Vermelho. Segundo reportagens, cerca de 2.500 agentes participaram da ação.
Os confrontos foram intensos: barricadas erguidas, vias da cidade bloqueadas, escolas e transportes impactados. O governo estadual divulga que o número oficial de mortos até agora é de 121 pessoas, incluindo quatro policiais. No entanto, há apurações extra-oficiais compartilhadas pela Agência Brasil que sugerem que o total ultrapassou 130 mortos. Pesquisa e análises de organizações especializadas afirmam que, embora seja anunciada como “megaoperação”, essas ações de grande escala no estado têm se mostrado ineficazes para reduzir de fato a criminalidade, e muitas vezes elevam os índices de letalidade policial.
Pronunciamento do Governo Federal
No pronunciamento oficial do governo federal, divulgada em uma nota pelas redes sociais, foi afirmado que, durante reunião realizada na tarde de terça-feira (28), as forças policiais e militares federais reiteraram que não houve qualquer consulta ou pedido de apoio por parte do governo estadual do Rio de Janeiro para a realização da operação. Na mesma nota, informa-se que o ministro Rui Costa entrou em contato com o governador Cláudio Castro e comunicou a disponibilidade de vagas em presídios federais para receber presos. Além disso, foi solicitado que fosse realizada uma reunião de emergência na capital fluminense, com participação de Rui Costa e do ministro Ricardo Lewandowski, na quarta-feira (29). A nota oficial sublinha que as forças federais não foram acionadas previamente para atuação na operação.
Relatos pelas redes
Relatos de famílias de pessoas mortas durante a operação apontam que vários dos mortos estavam rendidos ou em local de pouca possibilidade de confronto, levantando suspeitas de execuções sumárias ou uso excessivo da força. Uma mãe declarou que “meu filho saiu algemado, rendido, e arrancaram o braço dele no lugar da algema”. Outras denúncias falam de mortes com tiros à queima-roupa, corpos encontrados em áreas de mata por moradores da comunidade, sem presença imediata do Estado para remoção ou perícia. Movimento de direitos humanos e parlamentares classificaram a operação como uma “chacina”, apontando que foi realizada sem investigação prévia suficiente sobre quem seriam os alvos e se todos tinham mandados ou ligação concreta com o crime organizado.









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