Frente fria provoca instabilidade e eleva risco de ventos fortes, alagamentos e cortes de energia em toda a Grande São Paulo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.
O INMET divulgou nesta quarta-feira um aviso de nível amarelo para perigo potencial que se estende até a madrugada de quinta-feira (30) em São Paulo e áreas adjacentes, em função da previsão de chuvas intensas, ventos de até 60 km/h e risco de interrupções no fornecimento de energia elétrica.
De acordo com o instituto, as precipitações poderão alcançar até 50 mm em 24 horas e rajadas de vento em torno de 60 km/h, o que eleva o risco de queda de galhos, alagamentos de ruas, danos em redes elétricas e transtornos no trânsito.
O fenômeno está associado à passagem de uma frente fria pelo Sudeste, que combina umidade elevada com instabilidade atmosférica, favorecendo a formação de nuvens carregadas. Essas condições, segundo meteorologistas, exigem atenção redobrada da população, sobretudo em áreas de encostas, beiras de rios e locais com infraestrutura urbana fragilizada.
Em sua recomendação, o INMET orienta que as pessoas evitem permanecer em locais abertos ou abaixo de árvores altas durante as rajadas de vento, que verifiquem a condição de limpezas de ralos e bocas de lobo para reduzir risco de alagamentos, e que fiquem atentas a possíveis interrupções de energia elétrica, acionando a Defesa Civil em caso de emergência.
Especialistas ressaltam que, embora este tipo de alerta ainda esteja no nível “amarelo”, o qual indica perigo potencial mais moderado não significa que os impactos sejam desprezíveis, especialmente em regiões urbanas densamente povoadas como a capital paulista. Eles destacam que a combinação de solo já saturado, alta urbanização e sistemas de drenagem nem sempre preparados pode aumentar a vulnerabilidade diante de chuvas fortes.
Para os próximos dias, espera-se que a instabilidade comece a se dissipar após quinta-feira, com queda gradual nos volumes de chuva e normalização das condições meteorológicas. Ainda assim, a população deve acompanhar os boletins do INMET e dos órgãos de defesa civil para possíveis atualizações ou elevação de nível de alerta.








