Eterno “Mc Steamy”: Ator Eric Dane morre aos 53 anos após diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica; entenda

Essa semana nos despedimos de Eric Dane, que faleceu aos 53 anos devido a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). O ator possui uma trajetória marcante, principalmente por seus papeis em Grey´s Anatomy (Mark Sloan) e mais recentemente em Euphoria (Cal Jacobs) e deixa parentes, amigos e uma legião de fãs. Sua morte veio 10 meses depois do anúncio da luta contra a doença.

O que é a ELA?

A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios motores, responsáveis pelo controle dos movimentos voluntários do corpo, como andar, falar, engolir e respirar.

Com a degeneração dessas células, ocorre perda gradual da força muscular, levando à paralisia. No entanto, em grande parte dos casos, as funções cognitivas permanecem preservadas, o que significa que o paciente continua consciente e com plena capacidade de pensamento.

Os primeiros sintomas costumam incluir:

  • fraqueza em braços ou pernas; 
  • dificuldade para segurar objetos; 
  • alterações na fala; 
  • câimbras e contrações musculares.

Com a progressão, o comprometimento pode atingir a respiração, sendo essa a principal causa de morte.

A doença tem cura?

Atualmente, a ELA não tem cura. Os tratamentos disponíveis têm como objetivo desacelerar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida.

Entre as abordagens utilizadas estão:

  • medicamentos que retardam o avanço dos sintomas; 
  • fisioterapia e terapia ocupacional; 
  • acompanhamento fonoaudiológico; 
  • suporte nutricional e respiratório. 

O acompanhamento multidisciplinar é considerado essencial, pois ajuda a prolongar a sobrevida e preservar a autonomia do paciente por mais tempo.

Tem como prevenir?

Não há formas comprovadas de prevenir a ELA. A maior parte dos casos é considerada esporádica, ou seja, ocorre sem causa conhecida.

Cerca de 5% a 10% dos pacientes apresentam forma hereditária, associada a mutações genéticas específicas. Entre os fatores que vêm sendo estudados estão: predisposição genética; exposição a toxinas ambientais; fatores inflamatórios e imunológicos.

No entanto, não existe até o momento uma estratégia preventiva definida ou comprovada pela ciência.

É possível rastrear a doença?

Não há exames de rastreamento para a população geral. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação dos sintomas, exame neurológico e testes complementares, como eletroneuromiografia e exames de imagem, que ajudam a descartar outras condições.

Nos casos hereditários, testes genéticos podem ser indicados para familiares, principalmente quando há histórico conhecido da doença. Mesmo assim, o rastreamento não é rotina, já que ainda não há formas de impedir o desenvolvimento da ELA.

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Larissa Crippa

Jornalista com experiência tanto em hard quanto soft news, além de assessoria de imprensa e produção de conteúdo para redes. Já passou por grandes portais, como R7, Terra e Estadão. Atualmente atua como repórter e editora.

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