Ativista usa performance às vésperas da COP30 para denunciar impactos da pecuária e defender o veganismo como alternativa de baixo impacto ambiental.
A ativista da causa animal Luisa Mell realizou, em Belém, um ato que ela definiu como um “protesto performático” diante do espaço onde ocorrerá a COP30, conferência climática da ONU marcada para este mês de novembro de 2025. A ação buscou chamar atenção para os impactos ambientais da pecuária e defender o veganismo como alternativa sustentável.
Durante a performance, a ativista pintou o corpo de azul e desenhou a imagem do planeta Terra sobre a pele. Em seguida, deitou-se em um prato cenográfico, colocado na calçada, simbolizando o planeta sendo consumido. A encenação incluía ainda um garfo cravado no corpo e um cartaz que exibiu a imagem de uma floresta em chamas. A iniciativa ocorreu em parceria com a organização internacional PETA, conhecida por suas campanhas globais em defesa dos direitos dos animais.
O cartaz exibido por Luisa Mell trazia a mensagem: “Comer animais alimenta o fogo. Por favor, seja vegano.” Em vídeo publicado nas redes sociais, a ativista explicou que o objetivo era denunciar o que considera a principal causa da destruição ambiental no país. “A gente está aqui na COP30, e a principal causa da destruição da Amazônia e da destruição dos nossos biomas é a pecuária. Aqui na COP30, enquanto eles discutem soluções para o planeta, eles vão comer os animais e contribuir para o agronegócio”, declarou.
O protesto acontece no momento em que Belém se prepara para receber líderes mundiais e representantes de mais de 190 países para discutir compromissos climáticos e políticas de preservação ambiental. Para Luisa Mell, o gesto artístico busca expor contradições entre discursos governamentais e práticas alimentares que, segundo ela, intensificam a crise climática.








