Operação militar dos EUA levou à captura de Nicolás Maduro em Caracas, enquanto governo venezuelano nega confirmação oficial e declara estado de emergência.
Em uma escalada dramática nas tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou nas primeiras horas deste sábado (3) que forças militares dos EUA realizaram um ataque de grande escala contra alvos em Caracas e outras localidades venezuelanas, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, segundo suas declarações em redes sociais e pronunciamentos oficiais de Washington.
Moradores e veículos da imprensa estrangeira relataram explosões em diversos pontos da capital venezuelana durante a madrugada. Aeronaves de combate sobrevoaram áreas estratégicas da cidade. Trump afirmou que a operação ocorreu em conjunto com agências de aplicação da lei dos Estados Unidos. Segundo ele, as forças retiraram Maduro e sua esposa do país, e ambos enfrentarão a Justiça americana com base em acusações de um processo federal.
Autoridades de Washington afirmaram que forças americanas capturaram o presidente venezuelano e o mantêm sob custódia. Analistas classificam a ação como a intervenção militar mais significativa dos Estados Unidos na América Latina desde 1989, quando tropas americanas depuseram o líder panamenho Manuel Noriega.
Segundo as autoridades, unidades especializadas executaram a operação, incluindo a Delta Force, força de elite das Forças Armadas dos EUA responsável por missões de alto risco em cenários complexos.
Embora o anúncio tenha sido feito por Trump e citado por agências internacionais como The Guardian e Reuters, o governo venezuelano não confirmou oficialmente a captura de Maduro ou de sua esposa. Em resposta, o regime em Caracas declarou estado de emergência, denunciou a ação como uma agressão militar estrangeira inaceitável e exigiu uma prova de vida imediata do casal, afirmando não ter informações sobre seu paradeiro.
Reações internacionais
A reação internacional foi imediata e polarizada. Países como Brasil e Cuba criticaram duramente os ataques, classificando-os como uma violação “grave” da soberania venezuelana e um perigoso precedente para a estabilidade regional. Por outro lado, líderes como o argentino Javier Milei saudaram a ação como um avanço na luta contra regimes autoritários.
Estados membros da União Europeia pediram contenção e respeito ao direito internacional, enquanto nações da América Latina se mobilizam diplomaticamente em resposta ao desenvolvimento político e militar.
O contexto para essa intervenção inclui anos de acusações de Washington contra Maduro por corrupção, narcotráfico e repressão sistemática, com processos judiciais abertos no Sul do Distrito de Nova Iorque desde 2020, além de recompensas financeiras e sanções econômicas impostas pelo governo dos EUA.
Analistas advertem que a captura pode desencadear uma crise diplomática de grandes proporções, além de potenciais repercussões humanitárias, com deslocamentos populacionais e instabilidade interna na Venezuela. Até o momento, organismos internacionais como as Nações Unidas ainda não emitiram uma posição consolidada sobre o uso de força e os efeitos desse ataque na ordem internacional.








