Durante coletiva o Presidente dos Estados Unidos diz que forças americanas capturaram Nicolás Maduro, elogia tropas e defende permanência no país para conduzir transição política
No início da tarde deste sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou uma coletiva de imprensa para comentar a operação militar norte-americana realizada em território venezuelano, ação que, segundo o governo americano, resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. As declarações reforçaram o discurso de endurecimento de Washington e sinalizaram que a ofensiva contra o regime de Caracas não se limita a uma ação pontual.
Acusações de narcoterrorismo e julgamento nos EUA
Durante o pronunciamento, Trump afirmou que a Justiça dos Estados Unidos vai julgar Maduro e sua esposa por narcoterrorismo, com base em processos federais já em curso. O presidente disse que o governo reúne provas que considera graves e que pretende apresentar no julgamento. Segundo ele, os indícios ligam o casal ao tráfico internacional de drogas e a crimes que afetaram diretamente interesses americanos.
Atuação militar e ausência de resistência
Trump também destacou que as Forças Armadas venezuelanas não ofereceram resistência à entrada das tropas dos Estados Unidos, descrevendo o cenário como uma demonstração de superioridade militar americana. Segundo ele, nenhum soldado norte-americano morreu e nenhum equipamento foi perdido durante a operação, o que foi apresentado como evidência da capacidade operacional e tecnológica das forças dos EUA.
Elogios às tropas e permanência na Venezuela
O presidente norte-americano elogiou publicamente os militares envolvidos na ação e afirmou que os Estados Unidos voltaram a ser um país respeitado no cenário internacional. No discurso, Trump diz “Nós vamos comandar o país até uma transição“. Tropas americanas permanecerão na Venezuela até que seja concluído um processo de transição política considerado completo e organizado, que, segundo Trump, será conduzido e acompanhado pelos EUA do início ao fim.
Petróleo e interesses estratégicos
Outro ponto abordado foi o setor energético venezuelano. Trump afirmou que o país sul-americano perdeu espaço no mercado internacional de petróleo ao afastar empresas americanas ao longo dos últimos anos. A fala foi interpretada por analistas como um sinal de que interesses estratégicos e econômicos também fazem parte da justificativa da intervenção.
Possibilidade de novos ataques
Apesar do tom enfático, Trump declarou que um segundo ataque militar está sendo considerado apenas se houver necessidade, embora tenha afirmado acreditar que novas ofensivas não serão exigidas. O presidente voltou a classificar Maduro como uma figura central do narcotráfico internacional e disse que o caso servirá como mensagem clara de reafirmação do poder dos Estados Unidos diante da comunidade global.
Reação internacional e cenário de instabilidade
Enquanto isso, o governo venezuelano segue contestando as versões apresentadas por Washington, e organismos internacionais acompanham com cautela os desdobramentos, diante do risco de uma crise diplomática e humanitária de grandes proporções na América Latina.








