Apagão na Grande São Paulo entra no sexto dia com dezenas de milhares ainda sem energia

Crise prolongada no fornecimento de energia elétrica atinge 24 cidades da região metropolitana, gera críticas à concessionária e alimenta debate sobre resiliência da infraestrutura

O apagão que atingiu 24 cidades da Grande São Paulo entrou nesta terça-feira (16) no sexto dia consecutivo, deixando mais de 30 mil residências ainda sem energia elétrica, conforme boletim da concessionária responsável. A interrupção é consequência de um vendaval com rajadas de até 98 km/h que passou pela região na última quarta-feira (10), provocando queda de árvores, rompimento de cabos e danos à infraestrutura elétrica.

Meteorologistas classificam o fenômeno que causou a crise como um ciclone extratropical. O sistema trouxe ventos intensos e provocou quedas generalizadas de energia na Região Metropolitana de São Paulo. No pico do apagão, mais de 2,2 milhões de clientes ficaram sem luz, segundo dados da concessionária e reportagens da imprensa internacional.

Mesmo diante dos esforços de técnicos especializados com equipes mobilizadas em larga escala ao longo dos últimos dias a recuperação total tem sido lenta. Na manhã desta terça, áreas da capital paulista, de Cotia, Osasco e Embu das Artes permaneciam entre as mais atingidas, com milhares de imóveis sem luz, prejudicando a rotina de famílias, comércios e serviços essenciais.

Governo diz que população é “refém” da ENEL

O prolongado apagão tem gerado críticas à concessionária responsável pelo fornecimento de energia na região. Autoridades públicas, incluindo o governo do estado de São Paulo, qualificaram a situação como insustentável e afirmaram que a população está “refém” de um serviço considerado precário. O governo estadual chegou a pedir ao Ministério de Minas e Energia que avalie a possibilidade de intervenção na concessão da Enel, alegando falhas repetidas na prestação do serviço e risco de novos episódios semelhantes.

Além dos transtornos diretos da falta de energia, moradores relatam dificuldades com equipamentos domésticos, prejuízos comerciais e compromissos interrompidos, como sistemas de comunicação e internet. Em alguns casos, moradores idosos enfrentaram ainda ansiedade e limitações físicas diante da ausência prolongada de eletricidade e conforto.

O evento também reacendeu debate sobre a resiliência da infraestrutura urbana frente a eventos meteorológicos extremos. Especialistas apontam que sistemas elétricos e de telecomunicações precisam ser reforçados para suportar ventos fortes e efeitos de tempestades, que tendem a ser mais intensos e frequentes em determinadas épocas do ano. Enquanto isso, as equipes seguem trabalhando em regime contínuo para restabelecer o fornecimento total, mas sem prazo definitivo divulgado para a normalização completa do serviço.

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Emerson Novais

Jornalista com experiência em redação, apuração, entrevistas, cobertura esportiva e produção de conteúdo multimídia. Além de fotógrafo, com foco em registros esportivos e culturais.

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