O Governo de São Paulo iniciou um novo programa chamado SuperAção SP. A proposta é ajudar famílias de baixa renda a superarem a pobreza. O foco está em garantir apoio financeiro, orientação profissional e acesso a serviços públicos.
Nesta primeira etapa, 49 cidades das regiões de São Paulo, Campinas, Sorocaba e Baixada Santista foram chamadas. A meta é atender cerca de 105 mil famílias até 2026. O estado vai investir R$ 500 milhões no programa.
O SuperAção SP funciona com duas trilhas de atendimento. A primeira, chamada Trilha de Proteção Social, é voltada a quem enfrenta mais dificuldades.
As famílias recebem R$ 150,33 por pessoa, por mês, durante até dois anos, e também têm acesso aos serviços dos CRAS (Centros de Referência da Assistência Social), como apoio psicológico, orientação e atividades em grupo.
A segunda, chamada Trilha de Superação da Pobreza, é para famílias com mais chances de entrar no mercado de trabalho. Elas terão o apoio de um agente social que vai montar um plano de ação personalizado. As famílias recebem auxílios em dinheiro conforme avançam nas etapas do plano. O valor total pode chegar a R$ 1.804 ao longo do processo.
As cidades que aderirem ao programa receberão um total de R$ 110 milhões extras. O dinheiro deve ser usado para reforçar o atendimento social, contratar profissionais, ampliar os serviços dos CRAS e CREAS, e garantir que os moradores sejam bem atendidos.
Cada prefeitura tem até 45 dias para aceitar participar do programa. Para isso, é necessário publicar um decreto local e organizar os serviços de assistência social conforme as regras do SuperAção SP.
O Estado vai contratar 150 Agentes de SuperAção, que começam a atuar em setembro. Esses profissionais farão visitas domiciliares, apoiarão na construção dos planos de ação individualizados e acompanharão as famílias por até dois anos, com mais seis meses de monitoramento após o encerramento do atendimento direto.
O SuperAção SP foi aprovado pela Assembleia Legislativa em junho e virou lei em julho. A proposta se inspira em modelos parecidos usados no Chile e em outros países. O objetivo é claro: romper o ciclo da pobreza, unindo renda, orientação e oportunidade de trabalho.








