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Pix será devolvido em caso de golpe? Veja mais

Entrou em vigor nesta segunda-feira (24) uma nova regra do Pix que amplia o rastreamento e a devolução de valores em casos de transações fraudulentas ou golpes. A medida, anunciada pelo Banco Central, atende a uma demanda antiga de usuários e instituições financeiras, que reclamavam da dificuldade de reaver recursos desviados rapidamente para várias contas.

O que muda com a nova regra

Antes da atualização, a devolução automática do Pix — mecanismo criado para estornar valores enviados de forma indevida ou fraudulenta — só podia ser feita a partir da conta que recebeu diretamente o dinheiro do golpe.

Agora, com a nova norma:

  • O Banco Central autoriza que os bancos rastreiem contas intermediárias, para onde o dinheiro foi enviado logo após o golpe.

  • A devolução poderá ser feita a partir de qualquer uma dessas contas rastreadas, e não apenas da primeira.

  • Isso fecha uma brecha usada por golpistas, que transferiam imediatamente os valores para outras contas para dificultar a recuperação.

Na prática, o caminho do dinheiro passa a ser acompanhado em cadeia, permitindo que a instituição identifique para onde os valores foram escoados — mesmo que tenham passado por múltiplos destinatários.

Por que isso importa

Golpistas costumam agir rápido: em poucos minutos, valores desviados são pulverizados entre diversas contas, dificultando que o banco bloqueie ou retorne o dinheiro.

Com a mudança, a recuperação fica mais eficiente, já que o bloqueio pode ocorrer em mais de uma conta As instituições financeiras ganham mais instrumentos regulatórios para reter valores suspeitos. Usuários têm maior chance de reaver o dinheiro, mesmo quando o criminoso usa contas de “laranjas”.

Como funciona a devolução de valores

O processo continua iniciando com a vítima, que precisa acionar o banco informando que caiu em um golpe ou identificou uma transação indevida. A instituição então:

  1. Analisa a denúncia

  2. Aciona o mecanismo atualizado de devolução

  3. Rastreia o caminho do dinheiro

  4. Localiza valores disponíveis em contas intermediárias

  5. Efetua o estorno, quando possível

O Banco Central ressalta que a devolução depende da existência de saldo nas contas envolvidas. Se o golpista já tiver sacado ou transferido tudo para fora do sistema, o bloqueio não é possível.

Golpes continuam em alta

A mudança chega em um momento de crescente sofisticação de golpes digitais, que incluem:

  • Falsas centrais de atendimento

  • Clonagem de números de WhatsApp

  • Enganações via links falsos

  • Golpes românticos

  • Phishing bancário

Segundo instituições financeiras, a agilidade do Pix tornou o sistema mais vulnerável a criminosos, embora continue sendo considerado seguro. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.revelam que entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes financeiros envolvendo PIX ou boletos bancários, resultando em um prejuízo estimado em quase R$ 29 bilhões.

Como se proteger

Mesmo com a nova regra, especialistas reforçam práticas básicas de segurança:

  • Desconfiar de pedidos urgentes de transferência

  • Não clicar em links suspeitos

  • Confirmar dados do destinatário antes de concluir o Pix

  • Ativar notificações de movimentação bancária

  • Criar senhas fortes e não repeti-las

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Larissa Crippa

Jornalista com experiência tanto em hard quanto soft news, além de assessoria de imprensa e produção de conteúdo para redes. Já passou por grandes portais, como R7, Terra e Estadão. Atualmente atua como repórter e editora.

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