Entrou em vigor nesta segunda-feira (24) uma nova regra do Pix que amplia o rastreamento e a devolução de valores em casos de transações fraudulentas ou golpes. A medida, anunciada pelo Banco Central, atende a uma demanda antiga de usuários e instituições financeiras, que reclamavam da dificuldade de reaver recursos desviados rapidamente para várias contas.
O que muda com a nova regra
Antes da atualização, a devolução automática do Pix — mecanismo criado para estornar valores enviados de forma indevida ou fraudulenta — só podia ser feita a partir da conta que recebeu diretamente o dinheiro do golpe.
Agora, com a nova norma:
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O Banco Central autoriza que os bancos rastreiem contas intermediárias, para onde o dinheiro foi enviado logo após o golpe.
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A devolução poderá ser feita a partir de qualquer uma dessas contas rastreadas, e não apenas da primeira.
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Isso fecha uma brecha usada por golpistas, que transferiam imediatamente os valores para outras contas para dificultar a recuperação.
Na prática, o caminho do dinheiro passa a ser acompanhado em cadeia, permitindo que a instituição identifique para onde os valores foram escoados — mesmo que tenham passado por múltiplos destinatários.
Por que isso importa
Golpistas costumam agir rápido: em poucos minutos, valores desviados são pulverizados entre diversas contas, dificultando que o banco bloqueie ou retorne o dinheiro.
Com a mudança, a recuperação fica mais eficiente, já que o bloqueio pode ocorrer em mais de uma conta As instituições financeiras ganham mais instrumentos regulatórios para reter valores suspeitos. Usuários têm maior chance de reaver o dinheiro, mesmo quando o criminoso usa contas de “laranjas”.
Como funciona a devolução de valores
O processo continua iniciando com a vítima, que precisa acionar o banco informando que caiu em um golpe ou identificou uma transação indevida. A instituição então:
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Analisa a denúncia
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Aciona o mecanismo atualizado de devolução
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Rastreia o caminho do dinheiro
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Localiza valores disponíveis em contas intermediárias
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Efetua o estorno, quando possível
O Banco Central ressalta que a devolução depende da existência de saldo nas contas envolvidas. Se o golpista já tiver sacado ou transferido tudo para fora do sistema, o bloqueio não é possível.
Golpes continuam em alta
A mudança chega em um momento de crescente sofisticação de golpes digitais, que incluem:
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Falsas centrais de atendimento
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Clonagem de números de WhatsApp
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Enganações via links falsos
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Golpes românticos
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Phishing bancário
Segundo instituições financeiras, a agilidade do Pix tornou o sistema mais vulnerável a criminosos, embora continue sendo considerado seguro. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.revelam que entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes financeiros envolvendo PIX ou boletos bancários, resultando em um prejuízo estimado em quase R$ 29 bilhões.
Como se proteger
Mesmo com a nova regra, especialistas reforçam práticas básicas de segurança:
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Desconfiar de pedidos urgentes de transferência
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Não clicar em links suspeitos
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Confirmar dados do destinatário antes de concluir o Pix
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Ativar notificações de movimentação bancária
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Criar senhas fortes e não repeti-las








