A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (7) a chegada do GPT-5, a nova geração do modelo de inteligência artificial que alimenta o ChatGPT. Segundo a empresa, a atualização traz avanços significativos em desempenho, rapidez e precisão, além de aprimoramentos para reduzir erros e respostas enganosas — as chamadas “alucinações” da IA.
O modelo já está disponível para todos os usuários, tanto nas versões gratuitas quanto nas pagas, e promete oferecer melhorias em áreas como escrita, programação e respostas sobre saúde. A OpenAI afirma que o GPT-5 foi treinado para lidar melhor com limitações, sendo mais transparente quando não souber responder a uma pergunta.
O CEO da companhia, Sam Altman, destacou em conversa com jornalistas que o lançamento representa “um passo relevante rumo à inteligência artificial geral” — estágio em que máquinas alcançariam habilidades cognitivas comparáveis às humanas. Ele comparou a evolução entre as versões: “O GPT-4 era como conversar com um universitário. O GPT-5 se aproxima de falar com um especialista com nível de PhD”.
Além de estar integrado ao ChatGPT, o GPT-5 também ficará acessível a desenvolvedores que utilizam a tecnologia para criar produtos e serviços. Um dos focos do novo modelo é a programação: segundo Altman, ele é capaz de gerar softwares completos a partir de simples comandos — prática apelidada de “vibe coding”. Em demonstrações, a OpenAI mostrou o sistema criando um site para aprendizado de francês a partir de um único pedido.
O lançamento acontece em meio a um cenário no qual o uso de IA no desenvolvimento de software cresce rapidamente. Líderes de grandes empresas já sinalizam mudanças: Mark Zuckerberg, da Meta, prevê que, em um ano, metade do código da companhia será produzido por IA; Satya Nadella, da Microsoft, estima que essa participação já esteja entre 20% e 30%.
Apesar do entusiasmo, o avanço da tecnologia também levanta preocupações. Dario Amodei, CEO da Anthropic, alertou recentemente que a automação impulsionada por IA pode gerar aumento no desemprego. Além disso, estudos de organizações como Apollo Research mostram que modelos de linguagem podem fornecer informações falsas ou imprecisas.
Para minimizar esses riscos, a OpenAI afirma ter investido no treinamento do GPT-5 para melhorar a honestidade e a segurança das respostas, inclusive em interações potencialmente perigosas. Segundo Alex Beutel, líder de pesquisa de segurança da empresa, o modelo foi projetado para manter utilidade sem comprometer critérios de proteção e confiabilidade.
*Com informações da CNN








