A ministra Cármen Lúcia deu o terceiro voto pela condenação de Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (11), garantindo maioria na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente e mais sete aliados. Eles respondem por cinco crimes relacionados à tentativa de manter Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022.
O julgamento foi aberto com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que apontou provas de articulação golpista, seguido pelo ministro Flávio Dino. Com a adesão de Cármen Lúcia, formou-se maioria pela condenação, restando ainda as manifestações de Luiz Fux e Cristiano Zanin.
Entre os pontos considerados pelos ministros estão a mobilização para desacreditar o resultado eleitoral, a participação em reuniões para planejar medidas de ruptura institucional e o incentivo a atos antidemocráticos. A decisão desta quinta representa um avanço no processo, mas as penas ainda não foram definidas.
O caso é um desdobramento das investigações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023 e a atuação de Bolsonaro e aliados para tentar invalidar o resultado das urnas. A expectativa é que a definição final do julgamento ocorra nos próximos dias.








