Os reservatórios da região metropolitana de São Paulo estão diante de uma situação preocupante. Após meses de estiagem e queda constante no volume de água nos mananciais, os sete sistemas de reservatórios que abastecem a Grande São Paulo registraram, em agosto deste ano, o menor volume desde a crise hídrica de 2014/2015.
O volume geral dos mananciais que fazem parte do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) está em cerca de 38,4% da capacidade. Enquanto, o Sistema Cantareira opera com aproximadamente 35-36%, uma queda em comparação com os meses anteriores.
Em muitos dos sistemas que integram o SIM, a situação já exige atenção reforçada, entrando na faixa de “Alerta”.
Causas
- Chuvas abaixo da média: agosto registrou precipitação inferior ao esperado, prejudicando a recarga natural dos reservatórios.
- Baixas vazões afluentes de rios e córregos que alimentam os reservatórios que ajudam na redução da reposição de água.
- Seca prolongada: o tempo de estiagem e veranicos agrava as condições com as perdas por evaporação, reduzindo a disponibilidade hídrica.
- Demanda contínua mesmo com as condições atuais. A necessidade de abastecimento urbano, uso doméstico, industrial, além das perdas por vazamentos e desperdícios no sistema auxiliam para a queda.
Consequências
- Redução de captação: autoridades já autorizaram que a Sabesp reduza em 13% o volume de água extraído do Cantareira para preservar níveis.
- Gestão de demanda noturna será implementada medidas restritivas no abastecimento entre 21h e 5h para tentar economizar água.
- Abastecimento irregular ou perda de pressão em regiões mais altas ou periféricas, onde a distribuição depende de reservatórios menores.
- Prejuízos econômicos e sociais, especialmente em áreas que dependem de irrigação urbana, como os comércios ou em serviços que exigem grande consumo de água.
O que pode ser feito
- Uso doméstico responsável: evitar desperdício com torneiras abertas, descargas desnecessárias. Escolher horários de menor demanda para grandes usos, como lavagem de áreas, entre outros.
- Engajamento da população: campanhas contínuas, participação comunitária, fiscalização das práticas de uso da água.
- Melhorias na infraestrutura de água: reduzir vazamentos, investir em sistemas de detecção automática, manutenção preventiva das redes.
Crise Hídrica de 2015
Há dez anos, durante a crise de 2014-2015, os reservatórios chegaram a níveis abaixo de 10-15% em alguns sistemas, sendo um dos piores momentos hídricos da história recente. Atualmente, os volumes estão abaixo da média histórica, mas ainda acima da crise de 2015.








