Em assembleia histórica realizada nesta terça-feira (04/06), os funcionários da fábrica da General Motors em São José dos Campos (SP) aprovaram um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV) com ampla margem de aceitação. O acordo, que prevê a saída de até 1.200 trabalhadores (cerca de 30% do quadro atual), foi aprovado por 82% dos votantes após 12 horas de negociações tensas entre sindicato e montadora.
Principais pontos do acordo
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Valor da rescisão: Até 4,5 salários por ano trabalhado (teto de R$ 250 mil)
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Benefícios mantidos:
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Plano de saúde por 12 meses
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Acesso ao PAT (Programa de Alimentação) por 6 meses
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Seguro-desemprego especial (5 parcelas)
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Prioridades:
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Funcionários acima de 55 anos
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Quem tem mais de 15 anos de casa
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Voluntários com problemas de saúde comprovados
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Contexto da decisão
A GM justifica o PDV como parte do:
✔️ Plano global de redução de custos (US$ 2 bilhões até 2026)
✔️ Transição para produção de veículos elétricos
✔️ Reestruturação da planta de São José (que opera abaixo da capacidade)
Reações dos envolvidos
Sindicato dos Metalúrgicos:
“Conseguimos o melhor acordo possível neste cenário. O pacote é 37% melhor que o último PDV de 2022” – declarou o presidente Aroldo Oliveira.
Trabalhadores:
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A favor: “Com a indústria fraca, é melhor sair com dignidade” (José Carlos, 58 anos, 22 de empresa)
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Contra: “A GM está abandonando o Brasil depois de 50 anos aqui” (Ana Paula, 42 anos, operária)
Impacto na região
A demissão em massa deve afetar:
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Economia local: Estimativa de R$ 18 mi/mês a menos em circulação
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Cadeia de fornecedores: 40 empresas podem reduzir quadros
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Sindicato: Perda de 8% da base contribuinte
Próximos passos
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Inscrições para o PDV: 10 a 25/06
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Pagamentos: Primeira parcela em 15/07
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GM promete investir R$ 500 mi na fábrica até 2026 para produção de 2 novos modelos








