O setor de saúde no Brasil está em plena expansão e deve movimentar cerca de R$ 502,2 bilhões ao longo de 2025, segundo levantamento do IPC Maps, especializado em potencial de consumo. O valor representa um crescimento de 11,4% em relação a 2024 e engloba despesas com medicamentos, itens para curativos, planos de saúde e tratamentos médicos e odontológicos.
O estudo aponta que planos de saúde e tratamentos médico-odontológicos responderão por R$ 263,3 bilhões do montante, enquanto medicamentos somarão R$ 239 bilhões. A liderança de consumo é do estado de São Paulo, com mais de R$ 150 bilhões em gastos na área, seguido por Minas Gerais (R$ 57,6 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 48,1 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 33,3 bilhões).
De acordo com Marcos Pazzini, responsável pelo IPC Maps, o envelhecimento populacional é um dos principais motores desse crescimento. “A população idosa acaba impondo maior demanda por medicamentos e cuidados médicos”, explica.
No entanto, enquanto os gastos crescem, o número de farmácias no país caiu. Cerca de 476 unidades fecharam as portas desde 2024, totalizando atualmente 123.089 estabelecimentos.
Planos de saúde em 2025: expansão e pressão sobre custos
O mercado de planos de saúde vive um momento de alta procura. Após a pandemia, a percepção de segurança proporcionada pela rede privada impulsionou novas adesões, especialmente entre classes médias e altas. Dados recentes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) indicam que o número de beneficiários ultrapassa 51 milhões de pessoas, o maior patamar da série histórica.
Por outro lado, o setor enfrenta desafios como reajustes acima da inflação, impulsionados pelo avanço de tratamentos de alto custo, incorporação de novas tecnologias e aumento de procedimentos eletivos represados durante a pandemia. Pequenas e médias empresas têm sentido a pressão no orçamento, e parte dos usuários migra para planos com rede restrita ou coparticipação para reduzir custos.
Saúde pública: filas, subfinanciamento e atenção primária sobrecarregada
No Sistema Único de Saúde (SUS), 2025 mantém um cenário de subfinanciamento crônico e filas para consultas, exames e cirurgias. Apesar de avanços pontuais em programas de telemedicina e ampliação da vacinação, especialistas alertam que a atenção primária – porta de entrada do sistema – está sobrecarregada e enfrenta déficit de profissionais em algumas regiões.
Além disso, o aumento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, pressiona o sistema e eleva os custos. Estados e municípios reivindicam maior repasse de recursos federais para garantir manutenção de unidades, compra de insumos e contratação de pessoal.








