Entre os dias 12 e 15 de junho, pelo menos 135 ônibus foram alvo de vandalismo na Grande São Paulo, gerando preocupação entre passageiros, motoristas e autoridades. Na capital, foram registradas 78 ocorrências, com coletivos em zonas norte, leste e sul, enquanto no ABC Paulista houve 57 ataques, incluindo em Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, São Caetano e Ribeirão Pires.
As ações de vandalismo consistiram principalmente em arremessos de pedra que quebraram vidros, danificaram elevadores para pessoas com deficiência, lanternas, portas e latarias. Apesar da gravidade dos danos, felizmente não houve registros de ferimentos graves.
Em Mauá, câmeras registraram uma pedra atravessando a janela de um ônibus em alta velocidade, atingindo passageiros. Felizmente, ninguém se feriu gravemente, mas o episódio reforçou o temor dos usuários do transporte público .
Em resposta aos atos, várias linhas sofreram alterações no itinerário e suspensões temporárias para proteger veículos e passageiros. A SPTrans e a Secretaria de Mobilidade Urbana orientam que os usuários consultem o serviço de informações pelo número 156 sobre o estado das linhas.
A Polícia Civil investiga ao menos seis ocorrências, com inquéritos abertos nos distritos responsáveis (5º, 16º, 27º, 35º, 36º e 97º DP). Representantes das empresas de transporte estão sendo convocados para prestar depoimento, e há policiamento reforçado nas regiões mais afetadas.
Os motoristas relataram sentir-se desamparados, afirmando que podem promover paralisações espontâneas se os ataques persistirem. As empresas alertam para a possibilidade de remoção de veículos das operações por falta de frota reserva, padrão entre 10% e 20% da capacidade total.
As autoridades reforçam que atos de vandalismo como esses podem ser denunciados ligando para 190, ou via Disque Denúncia (181) e Web Denúncia, disponíveis no site da Secretaria de Segurança Pública








