A Polícia Técnico-Científica de São Paulo divulgou novos relatórios, revelando que o empresário Adalberto Amarilio dos Santos Júnior, de 36 anos, que foi encontrado morto em 3 de junho em um buraco próximo ao Autódromo de Interlagos, em São Paulo, sofria lesões nos joelhos enquanto ainda estava vivo. O exame anatomopatológico atestou a presença de escoriações com inflamação e sangramento recente na região do joelho, indicando que os ferimentos não aconteceram após o óbito.
Além disso, os laudos confirmaram que Adalberto morreu por asfixia. Foram observados danos pulmonares compatíveis com hipoxemia, além de evidências de constrição torácica ou pressão no pescoço, o que reforça a linha de investigação de homicídio. As autoridades apontaram que o empresário pode ter desmaiado durante uma tentativa angustiante de respirar, enfrentando uma morte lenta e dolorosa.
O laudo toxicológico descartou a presença de álcool, drogas, medicamentos ou venenos, desconsiderando, assim, qualquer hipótese de envenenamento mesmo com o depoimento de um amigo que relatou que Adalberto teria consumido maconha e cerca de oito cervejas durante um evento de motocross.
Adicionalmente, a perícia identificou presença de PSA (Antígeno Prostático Específico) no pênis da vítima, mas não encontrou espermatozoides nas cavidades oral ou anal, afastando a hipótese de violência sexual.
Esses indícios mudaram o curso das investigações, que agora tratam o caso como homicídio. Duas hipóteses estão em análise: o sujeito pode ter sido imobilizado no estilo “mata-leão” por um segurança presente no evento, ou ter sofrido pressão torácica letal. A polícia suspende a possibilidade de queda ou acidente, já que acredita que o corpo foi colocado no buraco ainda consciente ou já morto.
O empresário desapareceu em 30 de maio, depois de participar de um evento de motocross no Autódromo de Interlagos. Seu carro foi encontrado no kartódromo com manchas de sangue, e seu corpo foi achado em um buraco de aproximadamente 2 metros de profundidade e 40 cm de diâmetro, sem calças, tênis nem a câmera acoplada ao capacete.
Responsável pela rede Óticas Ângela, Adalberto era casado com Fernanda Dândalo e vivia intensamente sua paixão por motociclismo. As investigações permanecem em sigilo enquanto a Polícia Civil aguarda o resultado de exames adicionais, incluindo análise de um possível perfil genético a partir de vestígios como o PSA e exame de sangue encontrado no carro.
O caso segue sob a responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, mais de 200 seguranças atuavam no evento, o que torna complexo identificar responsáveis. A polícia busca imagens, depoimentos e evidências que esclareçam se houve confronto físico, bem como quem teria colocado o corpo de Adalberto na vala, e em que condições isso ocorreu.








