Após ofensiva que matou dois soldados israelenses, o governo de Tel Aviv respondeu com ataques aéreos na Faixa de Gaza e afirmou que o envio de ajuda humanitária será retomado nesta segunda-feira (20).
Após menos de dez dias de trégua, Israel anunciou no último domingo (19) que realizou uma série de ataques aéreos na Faixa de Gaza em resposta a ataques lançados por militantes do Hamas contra tropas israelenses na região de Rafah. O governo israelense afirmou que a organização terrorista violou o cessar-fogo estabelecido no início de outubro e que suas forças retaliaram contra dezenas de alvos.
O comando militar israelense (IDF) informou que um ataque em Rafah matou pelo menos dois soldados e feriu outros três. Em resposta, as forças israelenses atingiram “vários objetivos importantes”, segundo o comunicado oficial. As autoridades de Gaza relataram que as ofensivas deixaram dezenas de mortos, entre eles mulheres e crianças, mas ainda não confirmaram oficialmente o número total de vítimas.
Logo após os ataques, Israel declarou que estava retomando a aplicação do cessar-fogo e que irá “responder com firmeza a qualquer nova violação”. O anúncio surge em meio a intensa pressão diplomática dos Estados Unidos e de países árabes para manter a trégua e viabilizar ajuda humanitária na região.
Hamas nega envolvimento
Do lado de Gaza, o Hamas negou envolvimento direto no ataque a tropas israelenses em Rafah e acusou o governo israelense de usar “pretextos fabricados” para reiniciar as hostilidades. A escalada pode levar a nova fase de conflito com consequências humanitárias e políticas de larga escala.
Analistas ressaltam que a retomada dos bombardeios representa um teste grave à frágil trégua de outubro, que tinha como objetivo libertar prisioneiros, repatriar corpos de reféns mortos e reduzir o nível dos combates.
Apesar dos ataques, o exército israelense restabeleceu o regime de silêncio operacional no fim do dia. As autoridades confirmaram que caminhões com ajuda humanitária voltarão a entrar na Faixa de Gaza na segunda-feira, após pressão diplomática dos Estados Unidos.








