Com novos modelos no SUS, governo reforça uso de preservativos para frear ISTs no Brasil

O Ministério da Saúde começou a distribuir dois novos modelos de preservativos no Sistema Único de Saúde (SUS): texturizados e extra-finos. A medida tem como objetivo aumentar a adesão ao uso da camisinha, principalmente entre os jovens, diante da queda registrada nos últimos anos. Além de evitar gestações não planejadas, o preservativo continua sendo a forma mais eficaz de prevenção contra HIV, sífilis, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Por que a ação é importante?
As ISTs seguem em alta no Brasil, especialmente entre a população jovem. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 1 milhão de brasileiros receberam diagnóstico de alguma IST em 2019. No caso do HIV, estima-se que 630 mil pessoas vivem com o vírus no país. A faixa etária mais atingida é a de 20 a 29 anos, que concentra mais de 37% dos casos de AIDS notificados nos últimos anos.

O alerta também vale para adolescentes: entre 15 e 19 anos, os casos de IST cresceram quase 65% em uma década, e entre 20 e 24 anos, o aumento foi de 74%.

Uso de camisinha em queda
Apesar dos números preocupantes, o uso de preservativo caiu. Pesquisa Nacional de Saúde mostra que 59% das pessoas com mais de 18 anos afirmam não usar camisinha em nenhuma relação sexual. Apenas 22,8% dizem usar em todas as relações.

“Essa redução está ligada a uma falsa sensação de segurança e à falta de conscientização. Muitos jovens não veem o risco das ISTs, mas a realidade é que elas continuam acontecendo e podem trazer complicações graves”, explica a infectologista [nome de especialista, se quiser acrescento depois].

Exames ainda são raros
Outro desafio é o diagnóstico. Embora o SUS ofereça testes gratuitos e rápidos para HIV, sífilis e hepatites, a maioria da população não realiza exames de rotina. Como muitas infecções não apresentam sintomas, a ausência de rastreio aumenta o risco de transmissão.

Novos modelos para atrair usuários
Para tentar mudar esse cenário, o governo aposta na diversificação. As camisinhas texturizadas e extra-finas chegam para complementar a oferta tradicional, tornando o uso mais confortável e atrativo. A meta é distribuir 400 milhões de unidades ainda em 2025.

Preservativo é só o começo
O Ministério da Saúde reforça que o uso da camisinha deve fazer parte da chamada Prevenção Combinada, que inclui também testagem regular, tratamento das ISTs, uso de profilaxias (PrEP e PEP), vacinação e ações educativas.

Onde retirar?
Os preservativos estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), sem necessidade de apresentar documentos e sem limite de quantidade.

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Larissa Crippa

Jornalista com experiência tanto em hard quanto soft news, além de assessoria de imprensa e produção de conteúdo para redes. Já passou por grandes portais, como R7, Terra e Estadão. Atualmente atua como repórter e editora.

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