A promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda deu um passo importante nesta semana. A Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica, um pedido de urgência para o projeto que eleva para R$ 5 mil mensais o limite de isenção do IR.
Atualmente, só quem ganha até R$ 3.036 (cerca de dois salários mínimos) não paga o imposto. Se a proposta for aprovada, cerca de 10 milhões de brasileiros deixarão de recolher IR, e quem tem salário entre R$ 5 mil e R$ 7,3 mil terá desconto parcial.
Por que isso importa?
O alívio no bolso do trabalhador terá um custo alto para os cofres públicos: R$ 25,8 bilhões em 2026. Para equilibrar a conta, o governo propõe um mecanismo que atinge principalmente os mais ricos: uma alíquota progressiva de até 10% sobre lucros e dividendos recebidos por quem ganha mais de R$ 600 mil ao ano (cerca de R$ 50 mil mensais).
Segundo o relatório, mesmo com a isenção, haverá um superávit de R$ 12,7 bilhões até 2027, valor destinado à redução da alíquota da nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), prevista na Reforma Tributária.
Simulação: quem ganha e quem paga mais?
| Renda Mensal | Como é hoje | Com a mudança |
| R$ 2.500 | Isento | Isento (sem mudança) |
| R$ 3.500 | Paga IR | Isento |
| R$ 5.000 | Paga IR | Isento |
| R$ 6.500 | Paga IR cheio | Paga IR com desconto |
| R$ 50.000 (lucros) | Não paga sobre lucros | Paga até 10% sobre lucros |
*Tabela gerada com ajuda de IA (CHAT GPT)
Quem ganha até R$ 5 mil: zera o imposto.
Quem está entre R$ 5 mil e R$ 7,3 mil: paga menos.
Super-ricos com lucros e dividendos acima de R$ 600 mil/ano: passam a pagar nova alíquota.








