“Feel so close nunca foi tão real” dicas de segurança que devemos considerar após bloco do Calvin Harris

“Feel so close nunca foi tão real” foi o comentário que eu li de uma jovem que decidiu curtir o Bloco Skol, comandado pelo DJ Calvin Harris no último domingo (8), na Consolação. Em um primeiro momento dei risada da brincadeira, relacionando um dos maiores sucessos do cantor com a aglomeração do bloco. A graça passou conforme fui acessando outros conteúdos.

Relatos de pessoas agredidas (por outros foliões e pela própria polícia), pisoteadas, que receberam spray de pimenta no rosto, passando mal e desmaiando sem ter para onde ir, roubadas, etc. O puro “suco do caos”. 

A apresentação, que contou com mais de 1,6 milhões de pessoas, teve respaldo da própria Prefeitura de São Paulo, que anteriormente tinha vetado a inscrição de novos blocos nos períodos do pré e pós-carnaval em 2026, mas abriu uma exceção para este evento.

A exceção botou diversas pessoas em riscos, e com a superlotação dos blocos de rua, o episódio pode acontecer novamente. 

O que fazer ao ficar preso em uma multidão?

Em situações de tumulto, a prioridade é proteger a respiração e evitar ser esmagado pela pressão da multidão. Caso a pessoa seja derrubada, o recomendado é adotar a posição fetal, com os joelhos junto ao peito e as mãos protegendo a cabeça, já que a maioria das mortes ocorre por asfixia, causada pela compressão do tórax, e não por pisoteamento direto. 

Sempre que possível, a orientação é tentar se levantar rapidamente, manter os braços à frente do peito e do rosto para criar espaço para respirar e seguir o fluxo das pessoas, evitando resistir ou se mover contra a multidão, o que aumenta o risco de quedas. Ande junto do grupo até achar uma opção de saída do bloco.

Também é indicado buscar deslocamento em diagonal em direção às laterais, onde a pressão costuma ser menor, e utilizar objetos fixos, como muros ou postes, como apoio.

Entre os cuidados, está não parar para pegar objetos ou amarrar sapatos e manter a calma para tomar decisões racionais. Após sair da área de risco, a recomendação é procurar um local seguro, verificar possíveis ferimentos e, se necessário, acionar atendimento médico.

Outros cuidados para curtir em segurança

A hidratação precisa ser prioridade, já que a combinação de suor, exposição ao sol e bebidas alcoólicas aumenta o risco de desidratação.

A orientação é beber água com frequência, mesmo sem sentir sede, e intercalar cada dose de álcool com água, além de incluir água de coco, sucos naturais e frutas ricas em líquidos, como melancia e laranja. 

A alimentação também deve ser equilibrada, com refeições leves antes de sair, ricas em carboidratos complexos, proteínas magras, legumes e verduras, evitando frituras e alimentos ultraprocessados. Isso ajuda a manter a energia e reduz o risco de mal-estar e queda de pressão durante a folia. 

Outro ponto de atenção é a procedência dos alimentos e bebidas consumidos na rua. O ideal é escolher locais com boas condições de higiene, evitar alimentos expostos ao sol, crus ou mal refrigerados, e sempre verificar se a água é mineral e está lacrada.

Esses cuidados ajudam a prevenir intoxicação alimentar, que pode causar vômitos, diarreia e agravar a desidratação. Também é importante usar protetor solar, roupas leves, bonés e óculos escuros, além de respeitar momentos de descanso para evitar exaustão física. 

Evite assaltos, leve o essencial e acessórios baratos

Na segurança pessoal, recomenda-se levar apenas o essencial, manter celular e documentos em bolsos frontais ou doleiras e evitar objetos de valor, já que furtos e roubos aumentam em grandes aglomerações.

Ir com amigos, combinar pontos de encontro e compartilhar localização também são estratégias que reduzem riscos. 

Além disso, é fundamental não aceitar bebidas de desconhecidos e evitar deixar copos desacompanhados, já que casos de dopagem têm sido registrados em festas e blocos.

Como saber se me doparam?

Os sinais de que alguém pode ter sido dopado incluem sonolência repentina, tontura, confusão mental, perda de memória, dificuldade para falar ou caminhar, náuseas, desmaios e sensação de embriaguez desproporcional ao consumo de álcool.

 Diante de suspeita, a orientação é procurar ajuda imediatamente, avisar amigos ou familiares, buscar atendimento médico e, se possível, guardar a bebida para análise.

Também é importante registrar ocorrência policial e procurar unidades de saúde para avaliação, coleta de exames e orientação. Após o atendimento, a pessoa deve evitar ficar sozinha e manter alguém de confiança por perto.

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Larissa Crippa

Jornalista com experiência tanto em hard quanto soft news, além de assessoria de imprensa e produção de conteúdo para redes. Já passou por grandes portais, como R7, Terra e Estadão. Atualmente atua como repórter e editora.

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